Saudade do Mar

IMG_0532 - Cópia“O Mar quando quebra na praia é bonito, é bonito!”

Desde muito pequeno, minha Mãe sempre teve uma preocupação que eu nunca entendi, ela sempre dizia: “Filho meu, tem que ser um exímio nadador !”. E foi assim que comecei a virar peixe, lembro das primeiras braçadas tímidas, dos primeiros goles de água da piscina, da pranchinha de isopor que eu agarrava com tanta força por medo de me afogar.

O tempo foi passando e as piscinas foram se tornando meu habitat natural, eu sentia um prazer inigualável em acordar cedinho, pegar minha mochila e ir nadar. Me sentia um privilegiado em poder nadar de costas e ainda ver a lua indo embora em quanto o sol estava lá, todo poderoso tomando seu lugar de direto durante o dia. Me sentia mais feliz quando mergulhava e ficava lá em baixo até não aguentar mais e ser obrigado a voltar para a superfície.

Aprendi que na vida, tudo se lava. Inclusive nossos pesares, se por acaso tinha algum problema, era só até o primeiro pulo, dali em diante tudo saia feito mágica. O tempo foi passando, e como é de imaginar, minhas inundações também, fui perdendo a chance de ser peixe. E minha mãe, orgulhosa. “Meu filho se tornou um ótimo nadador, não vai mais correr o risco de se afogar”. Que pena mãe, o que eu queria mesmo era poder me inundar sempre que eu quisesse, quero o exagero do mar, as ondas que chegam sem pedir licença e nos levam pra onde quiserem. A calmaria do lago não me completa por muito tempo, prefiro ser transbordado do que simplesmente “molhar os pés”.

Não mergulho pensando “volto já”, não entro na água se não for para me afogar, se é para nadar, então que seja de verdade seja nos excessos do mar.

1 comentários:

Lara Cervasio 22 de setembro de 2011 05:55  

Que saudade de aparecer por aqui. O tempo não tem me permitido. =,

Adorei o texto, lindo demais! =)

Venha mergulhar nas águas do Rio. Rs

SAudade!

Beijos.

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Só me sinto digno das minhas asas, se puder fazer os outros voarem.